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A biografia de Elza Monnerat ganha uma segunda edição


Acaba de sair a segunda edição de "Coração Vermelho, a vida de Elza Monnerat". Uma edição caprichada, com prefácio de Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e posfácio de Priscila Lobregatte, jornalista e pesquisadora.

Título: Coração Vermelho, a vida de Elza Monnerat
Autora: Verônica Bercht
Edição: 2ª
Ano: 2013
Editora: Anita Garibaldi/Fundação Mauíicio Grabois 

Para comprar: www.anitagaribaldi.com.br ou   (11) 3129-3438 

23/11/2013


GUERRAS E BATALHAS: AS FOTOS FALAM POR SI


          Submersos sob o peso do estereótipo de povo de índole pacífica, temos dificuldade de vislumbrar nossa coragem histórica para enfrentar o poder das armas. No embalo de Guerras e Batalhas, o país em lutas, o oitavo volume da Coleção Folha Fotos Antigas do Brasil (SP, Folha de S. Paulo, 2012), segue uma pequena mostra de registros fotográficos dessa faceta da nossa história. Clique nas fotos para ampliá-las: 


1897 - Canudos
(Sertão da Bahia)
A comunidade criada por Antonio Conselheiro reuniu mais de 20 mil pessoas em busca de uma vida melhor. Por seus ideais, resistiram a duas expedições militares fortemente armadas. No final, um massacre (descrito por Euclides da Cunha em Os Sertões) e 400 pessoas presas: a maioria mulheres e crianças (negros e mestiços), pois os homens presos foram decapitados. 



(Seleção Folha de S. Paulo)

1910 - Revolta da Chibata 
(Rio de Janeiro)
Em 1910, liderados por João Cândido, o “Almirante Negro”, os marinheiros do navio Bahia levantaram-se contra a punição por chibatadas e outras atrocidades que sofriam. Tomaram os navios mais modernos da Armada, que manobraram e colocaram em posição de tiro contra o Rio de Janeiro. 
(Seleção Folha de S.Paulo) 
(Seleção Galpão das Letras)


1922 Movimento tenentista - Os Dezoito do Forte
(Rio de Janeiro)
Movimento de tenentes pela renovação da estrutura de poder vigente, contrário às relações corruptas das oligarquias com os militares. Em 5 de julho de 1922, levantaram o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. No final, 17 tenentes e um civil que aderiu no momento, caminharam desafiadoramente sobre Copacabana; dezesseis foram mortos pelas forças do governo.
(Seleção Folha de S. Paulo)


1924 - Movimento Tenentista – O Segundo 5 de Julho
(São Paulo)
Em 1924, São Paulo levantou-se contra o domínio oligárquico da República. A capital foi bombardeada por aviões do Exército, que destruiu partes da cidade; 500 pessoas morreram. Quando as tropas rebeldes foram para o interior, uniram-se à coluna vinda do Sul, formando a famosa Coluna Prestes que percorreu o interior do país até 1926.
(Seleção Folha de S. Paulo)

1924 - Movimento Tenentista – Revolução no Amazonas
(Manaus)
O tenentismo espalhou-se pelo país. Em Manaus, os tenentes tomam o poder e instauram a Comuna de Manaus em 23 de julho de 1924. Seu governo, liderado pelo tenente Ribeiro Júnior durante um mês, tomou medidas democráticas e teve grande apoio da população. Foi derrotado em 28 de agosto de 1924 e os tenentes foram presos.
(Seleção Galpão das Letras)

Verônica Bercht
15/03/2012

O Brasil perde a “mãe” da renovação da história




O Brasil perdeu, no dia 29 de novembro, uma de suas mais importantes e inovadoras historiadoras – Maria Yedda Linhares, que deixou a vida aos 90 anos de idade. Formada em história em 1943, pela então Universidade do Brasil, ela foi – em 1954 – a primeira mulher, na universidade brasileira, a assumir uma cadeira de história, naquela instituição.
Aposentada compulsoriamente pela ditadura, em 1968, exilou-se na França, onde se tornou amiga dos luminares da “École des Annales”, entre eles Fernand Braudel.
Voltou ao Brasil em 1974 e, dois anos depois,  foi convidada pela Fundação Getúlio Vargas (RJ) para montar um programa de mestrado, que resultou no Centro de Pós-Graduação em Desenvolvimento Agrícola. Juntou, ali, um grupo de jovens historiadores cujas pesquisas renovaram, em profundidade, a história da escravidão e da colônia, rompendo com velhos paradigmas dominantes. Entre suas obras destaca-se o livro que organizou com sua equipe, “História Geral do Brasil” (Editora Campus, RJ, 1990).
(Foto: Arquivo de Imagem da UFRJ)
(03/12/2011) 

Pérolas de Itu



A cópia fac-símile do Almanach Historico, Biographico e Indicativo da Comarca de Ytu para o anno de 1910 é uma aula de história ao vivo e cheia de graça. Por exemplo, a respeito de uma disputa sobre qual teria sido a primeira igreja de Itu, o organizador da edição original do Almanaque, em 1909, registrou sua indignação com a precariedade dos registros: "Accaso até nos velhos archivos da Matriz, os factos não tenham a precisão necessaria?". 
A iniciativa partiu do senhor Mylton Ottoni, dono da gráfica Ottoni e da editora de mesmo nome. "Eu tinha lá em casa o Almanaque e como gosto de história resolvi publicá-lo", explica.
Na área de história, a Ottoni Editora reeditou, desde 2000, A Cidade de Ytu, de Francisco Nardy Filho, de 1928, coleção em seis volumes que narra o histórico da cidade desde a aclamação de D. João VI à Proclamação da República; e também O Paulista, de 1895, sobre as monções, e Curiosidades Brasileiras, de 1864, uma pitoresca história da cidade de Sorocaba.